ESCOLA SECUNDÁRIA DO PADRÃO DA LÉGUA    
 
 
De forma sucinta podem-se agrupar os principais objetivos do projeto de integração paisagística para a Escola nos seguintes itens: a) potencializar situações de conforto bioclimático, quer no interior dos edifícios quer nas áreas exteriores, levando a uma maior apetência pelo uso do espaço da Escola; b) garantir o enquadramento paisagístico da Escola nos espaços adjacentes; c) selecionar espécies adaptadas às condições de clima e solo existentes, garantindo-se uma elevada taxa de sucesso na plantação dos elementos escolhidos e com baixas necessidades hídricas e que deem continuidade às manchas de vegetação existentes; d) assegurar uma fácil manutenção do revestimento vegetal, pavimentos e equipamentos; e) minimizar os consumos dos recursos naturais e energéticos; f) definir espaços que promovam a estadia de professores e alunos no local; g) preservar as árvores existentes sempre que possível; h) garantir que os alunos possam utilizar as coberturas do edifício quer física quer visualmente dada a exiguidade de áreas exteriores de que esta Escola dispõe.
O projeto que se desenvolveu assentou essencialmente na implantação de uma estrutura arbórea-arbustiva em situação de maciços em crescimento livre, numa composição caraterística de Orlas com elementos de pontuação. Dadas as pequenas dimensões dos canteiros, o que se pretendeu foi a implementação do material vegetal em densidades e volumetrias que constituam maciços capazes de dar a sensação de que os espaços verdes apresentam maiores dimensões do que efetivamente têm, tal como dar a sensação de que se está em espaços de Praças ajardinadas, eliminando-se a impressão de se estar em coberturas. Não se pretendeu implementar um jardim, pois a exiguidade dos espaços disponíveis não o permite, mas sim de se definir um conjunto de Praças e Largos ajardinados inseridos entre edifícios e em diferentes níveis (pátios), que não só vão ser responsáveis pelo enquadramento dos próprios edifícios como constituir espaços com características e identidades próprias, com os quais os alunos se vão identificar e, por isso, criar afinidades, tornando-se zonas de estadia e uso em exterior.
O desenho de pavimento com estereotomias distintas em riscas de tonalidades e percentagens distintas de cinzentos claros e escuros para cada área, resultou de estudos de luminosidade. O edifício cria diferentes ensombramentos em pátios e coberturas levando a que haja áreas muito luminosas e áreas muito escuras. O pavimento, conjuntamente com a vegetação, promove o aumento do conforto bioclimático e ameniza o desconforto luminoso no espaço exterior.

Promotor:
Parque Escolar, EPE

Local:
Matosinhos, Portugal

Área:
1.2ha
  Coordenação e projeto:
Laura Costa, Sérgio Pinto, Raquel Frias

Arquitetura:
Telmo Castro - Arquiteto

Engenharia:
A400 – Projetistas e Consultores de Engenharia
  Data de projeto:
2010-2013
 
 
2013, Laura Roldão Costa - Arquitetura Paisagista
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